31 julho 2022

Paris: caminhos de uma flânerie


Place des Vosges



Musée Picasso



Librairie Shakespeare and Co.



Moulin Rouge



Au bord du Sena



Musée Rodin



Centre Georges Pompidou



Jardin du Luxembourg



Les Deux Magots



La Tour Eiffel, un regard



Mônica sous la pluie



Passy


 
Sacre Coeur



La dame à la licorne



23 julho 2022

Alemanha: espaços, imagens, percursos


Spreekanal, Berlim



O Bodemuseum, Berlim



Franken, Domingo de Ramos (1520-30)



Dadá no Berlinische Galerie



Hamburgo



Saint Pauli







Hamburger Bahnhof











Pergamonmuseum, Berlim



Nikolaiviertel, Berlim



O Spree e a torre de TV



Monbijou Park







Gedächtniskirche, Berlim



Anhalter







Treptowerpark, Berlim



Rosa Luxenburg Platz, Berlim



Memorial ao judeus mortos da Europa



Porta de Brandemburgo

 

St. Marienkirche, Berlim



chez Klaus, Neckarhausen



Mural da antiga DDR



Chez nous




Heidelberg



Às margens do Spreekanal



Humboldt Fórum



Kino Central



Schloss Heidelberg



O Tiergarten



parque em Neckarhausen



22 junho 2022

O que aparentemente nos resta - entrevista




Nesta quinta-feira, às 15h, terei o prazer de falar um pouco de meu mais recente livro, O que aparentemente nos resta, em lançamento pela editora Kotter. 

A entrevista ocorre no programa Viva Literatura, conduzido por Daniel Osiecki. 

Fica aqui o convite a todos para que participem.

(link de acesso: https://youtu.be/bdWxAz7b9jI)



20 junho 2022

Sobre a natureza criminosa


São Paulo ao anoitecer

Ah como são alvissareiras estas manhãs de sol aberto e generoso! Além de afastar o frio, oferecem perspectivas de jornadas calorosas. Isso parece pouco, mas foi um dos raros alentos que me animou ao longo destes últimos seis anos, ver o dia raiar ensolarado! E pouco mais de alegria, como minhas escrituras e o amor vivido com Moniquinha. Situações que despontaram com regularidade, amenizando o descalabro desse desgoverno que nos enfiou em uma sepultura úmida e escura. 

Dia 15 foram encontrados os corpos do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, cruelmente assassinados no vale do Javari, Amazônia brasileira. Algum capitão do mato a mando de garimpeiros, madeireiros e pescadores ilegais da região fez o serviço, afundando depois a embarcação em que os dois estavam. As autoridades passaram a se empenhar nas buscas apenas depois do clamor internacional, o que criou uma pressão insustentável para evitar a ocultação do crime. 

O patético ex-capitão que ocupa a presidência deste país, havia atribuído o desaparecimento de ambos à "uma aventura que não é recomendável que se faça", simples assim. Fico pensando com meus botões se uma aventura recomendável é ameaçar constantemente a democracia brasileira com bravatas. Deixa o depravado, sempre consciente de suas parvoíces, escapar a natureza criminosa que condena diariamente seu desgoverno.

E penso diariamente nesse estado de coisas: a que ponto um cidadão é capaz de chegar para cumprir um desígnio maléfico, a serviço de um crápula, ou de uma ideologia? O que o induz a agir com tamanha e descomunal violência contra outro cidadão? Que vozes se permite ouvir para vandalizar, quebrantar, assassinar e como é possível depois viver com a consciência permanente da ação criminosa? Qual a paz que encontra? Qual o consolo que o acalenta? Como consegue voltar a conviver com os sentimentos humanos no convívio social?



15 junho 2022

O mamarracho das classes dominantes


As caveiras de Eisenstein em A Linha Geral

 

Os bandidos flibusteiros e seu capitalismo espoliativo abocanharam, em leilão, a Eletrobras. Conseguiram. Quem se favorece nesse sistema? A oligarquia nacional, já há tempos aliada a uma oligarquia internacional, faz avançar esse capitalismo devorador, ou em outras palavras, o saqueio sem trégua, sem a menor preocupação com uma economia política sustentável. Prestam-se, no momento, com a inestimável ajuda desse capitãozinho de meia pataca, que nunca passou de um cipayo a serviço dos devoradores transnacionais e seu rentismo indecente. 

Já não há mais a preocupação de se convencer politicamente as massas sobre as vantagens dessa ou daquela privatização alucinada, a preço de banana. O que prevalece são as regras dessa oligarquia para toda uma população adoecida e esfomeada. E a ponta de lança da ordem neoliberal é simplesmente, descaradamente, cuidar de seus interesses – rules based international order – que se pronuncia, hoje em dia, da maneira mais perversa no sul global (vale a leitura de Michel Hudson, O destino da civilização). Para tanto, sempre será inestimável os serviços de desgovernantes como o capitão de meia pataca.

É importante, mais do que nunca e de uma vez por todas, compreender que o fastígio do pensamento liberal – o chamado livre mercado que se autorregula – à maneira da escola de Economia de Chicago, se deu, nos Estados Unidos pelo controle (absorção ideológica) da imprensa, do aparato de segurança do Estado e, claro, do sistema escolar, eliminando-se disciplinas (e debates) do pensamento econômico e da história econômica. Aqui pertinho, vimos isso acontecer de maneira mais brutal ao longo do ciclo de ditaduras – Uruguai, Chile, Argentina, Bolívia, Brasil – com a implantação do malfadado Plano Condor.


mamarracho (do Google Tradutor): 1) persona que viste o se comporta de forma ridícula, generalmente para hacer reír a otros, como também; 2) persona que carece de formalidad y compostura y no merece ser tomada en serio ni ser ser tratada con respeto, ou uma terceira possibilidade, 3) figura, adorno u otra cosa que resulta fea, mal hecha y de ningún valor. O patético capitão que nos desgoverna cabe em qualquer das três definições, ou em todas elas.