30 abril 2026

Gaza, aftermath



 

Conforme declaração recente de Jorge Moreira da Silva, subsecretário geral da ONU, depois da destruição física da Faixa de Gaza pelas FDI de Israel, com o apoio ou omissão dos EUA e União Europeia, acumulam-se mais de 60 milhões de toneladas de resíduos. Para se ter uma ideia desse volume, um recente terremoto de grau máximo ocorrido na Birmânia, em que matou 4,5 mil pessoas, gerou 2,5 milhões de toneladas. Gaza é basicamente um amontoado de escombros e resíduos.

Ainda segundo o subsecretário, há 2 milhões de pessoas que não têm para onde ir. É o único conflito do mundo que não tem refugiados porque as pessoas simplesmente estão proibidas de sair. É o único conflito do mundo que não há cobertura dos acontecimentos por jornalistas internacionais, e os poucos que puderam lá chegar tiveram que sair ou foram mortos. 

De acordo com o Ministério de Saúde de Gaza, até o dia 28 de abril de 2026 foram registrados 72.594 palestinos e palestinas mortos, e cerca de 172 mil feridos. Não se tem notícias sobre em que condições estas vítimas estão sendo tratadas. A maioria dos mortos é composta por civis, especialmente mulheres e crianças. 

Tomando os informes da OCHA, Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, cito um dado objetivo, 73% das famílias entrevistadas nas províncias de Gaza e Gaza Norte, e 71% das famílias nas províncias de Deir al Balah e Khan Younis, dependiam da ajuda humanitária como sua principal fonte de alimentos.

Os dados como saúde, educação, acesso humanitário, nutrição, abrigo, seguem sendo atualizados. Para mais informações, consultar:
https://www.ochaopt.org/content/reported-impact-snapshot-gaza-strip-22-april-2026


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