25 fevereiro 2026

Morrer, viver, o romance



 

Recebo a primeira proposta de publicação de meu romance Morrer, Viver, poucas semanas depois de dar por concluído. Meu grande receio era e continua sendo acerca de sua estrutura, não tenho nenhuma leitura feita que me tranquilize a respeito. Não sei das qualidades da obra, particularmente ainda penso que ela não está completamente terminada. Mônica leu trechos da primeira parte e optou por não prosseguir, considerou muito dolorosa a leitura. 

Os outros três capítulos são menos pesados, e descrevem a continuidade da vida até a velhice do personagem. Uma primeira versão, do final do ano passado, era mais curta, menos densa no registro dos acontecimentos, no delineamento de certos personagens que agora estão mais consistentes, Ramiro, por exemplo, o morador em situação de rua, vizinho do personagem narrador, antes com uma presença mirrada, agora surge mais atuante, com um papel mais significativo; o mesmo com respeito a Zé Paulo e Schumann, amigos de longa data, mais bem elaborados. Quanto a Manoela, posso dizer que é a melhor personagem, embora tenha de admitir que todos eles surgem de modo resvaladiço, entram em cena em painéis breves, o que faz da história um conjunto marcado por situações contingentes. 

Seja como for, já tenho a possibilidade de publicar o romance, e da maneira que aprecio: por chamada da editora. Até o meio do ano, Morrer, Viver, deve vir a lume.

   

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