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| Felix Nussbaum, Der tolle Platz, 1931 |
As coisas se arranjam como
podem e a vida segue sem percalços. Particularmente não concordo com o
pensamento de que as coisas se arranjem por si, elas como circunstâncias se
vinculam e se desenvolvem de acordo com a ação humana, de modo que somos, eu
sou responsável pelos desdobramentos suaves e não menos vertiginosos deste
início de ano. No contexto internacional, o mundo segue a reboque de um canalha
sem escrúpulos, que se acredita um bom negociante. Com isso, atrela a nação
estadunidense aos seus caprichos, e por consequência, o mundo, ou parte dele.
Nossa esperança é a serenidade diplomática chinesa, que com a sabedoria de uma
cultura milenar, vai ajustando as arestas desse polígono desajustado,
conquistando espaço e... mercado. Acredito que quando os estadunidenses
despertarem desse pesadelo moral, político e econômico, será muito tarde. Para
nós aqui no Brasil, torna-se imprescindível a vitória eleitoral em novembro,
para que nossas políticas sociais, no campo interno, e nossa diplomacia, no
externo, consolidem um crescimento e mais além, uma nação autônoma e pujante. A
direita segue batendo cabeças, não dispõe de um projeto político para o país,
não tem envergadura para conduzir uma economia sofisticada como a nossa e o que
é pior, chafurda em seu conservadorismo de costumes que ameaça condenar nossas
conquistas sociais e culturais. Tudo em nome de princípios doutrinários de
duvidosa consistência moral. Apela para falsos discursos que nada ou pouco têm
de cristãos, e assim tenta avançar agitando a cruz de Cristo enquanto destitui
o povo de suas conquistas, de seus direitos, de suas verdadeiras crenças. Enfim, minha é a firme expectativa de
que a compreensão entre os seres humanos se restabeleça pela solidariedade,
condenando de uma vez por todas esse excesso de violência, de supremacismo, de execrável liberalismo.
(ao som de Makyoum Ghali,
Djeloui)

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