22 outubro 2010

O vazio, miserável vazio


Ficamos, então, nessa indispensável discussão sobre se foi uma bolinha de papel ou de chumbo o que atingiu o candidato pastel de vento! Prosseguimos nesse combate insosso de refutar cada linha do discurso vazio bancado pela mídia hegemônica. Mais uma demonstração cabal de que nada de construtivo podemos esperar desse jornalismo, que se perde em seu desespero!
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Aqui da Argentina, fico acabrunhado em ter de explicar o que se sucede com a cobertura jornalística das eleições presidenciais de meu país. Não se entende por que tanta bobagem recorrente! Não se entende como um jornalista se sujeita a ser um mero capataz de seus patrões! Não se entende por que tanto ódio e desprezo a Lula, se todos aqui o admiram! Ainda hoje, vi declarações do ex-presidente e oposicionista Duhalde, afirmando que Lula seria a referência a ser seguida!...
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No congresso de mídias alternativas que estive presente nestes dias, na Universidade Nacional de La Plata, não tive como me furtar em abrir um parênteses em minha ponência e comentar sobre os descaminhos da mídia hegemônica, e a impossibilidade de nós, brasileiros, nos informarmos adequadamente sobre as eleições a partir de sua cobertura. Obviamente fiz a devida referência à mídia alternativa, ao jornalismo independente, aos blogs sujos e às mídias digitais como um todo, porque é graças a esse esforço concentrado e dedicado que nós, brasileiros esperançosos em um Brasil cada vez mais justo e independente, rompemos com as farsas midiáticas e ajudamos a rebater a infâmia.

Triste, muito triste por acompanhar a degringolada de uma oposição que perde o rumo e a decência. Ao que vejo, o candidato sem projeto prossegue em seu vão esforço de criar factóides, juntamente com seu staff publicitário, para a partir deles e somente deles, conseguir alguma sobrevida... Pois não a terá, e quanto a isso estou cada vez mais confiante de que o os brasileiros saberão dar uma resposta à altura, nas urnas, dia 31.

Em tempo: precisamos reconhecer que temos, nessa Argentina tão intrincada e fascinante, um importante aliado que espera nossa aproximação e nosso reconhecimento. Já é tempo de superararmos as diatribes baratas, costumeiramente exaradas pelos meios hegemônicos, e vê-la com olhos de ver, e senti-la com o coração de quem sabe apreciar virtudes.

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