10 janeiro 2016

À palavra anônima e incandescente



"A criação poética faz resplandecer no horizonte das periferias o movimento pelos desejos subjetivos e coletivos de uma população cerceada pela ausência de cidadania (...) desejos estes que articulam uma saudável inquietação cultural em meio ao vazio imaginativo, o individualismo, a alienação e a efemeridade”

(trecho de As Redes de Escrituras nas Periferias de São Paulo – a palavra como manifestação de cidadania


-o-

(Ainda muito verdadeiro, muito atual com todos os avanços sociais nos últimos anos, a despeito de todas as rasas arguições que proliferam e se esforçam em nos reduzir à miserabilidade colonizada. Duas razões me levam a transcrever acima o pequeno trecho de minha tese (2009): a esperança pronunciada pela palavra, ou seja, a nomeação das coisas como real possibilidade de construção cidadã; e a satisfação em perscrutar um mundo de generosos saberes alimentados pelos poetas marginais, agora também digitais). 


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