| Berkeley Protest poster, 1970 |
Ano novo, métodos ultrapassados. Tropas estadounidenses raptaram o presidente Maduro e sua esposa em uma ação militar em território venezuelano, em uma clara violação do direito internacional. Um ato que abre caminho para novos sequestros-relâmpagos não apenas na América Latina, mas em qualquer parte do mundo. Segundo dados preliminares, em torno de 40 mortos entre civis e militares. Já em Gaza os ataques brutais e os assassinatos seletivos tanto de militantes do Hamas como de jornalistas internacionais demonstraram a viabilidade de se neutralizar quem quer que fosse, a qualquer momento e lugar. O Irã, o Catar e o Líbano também foram igualmente vítimas desse tipo de ataque abrupto e covarde, sem cujos territórios foram submetidos a bombardeios, conforme a consigna de se neutralizar o terrorismo onde for.
O que vemos, depois de tudo, é a completa desconsideração da jurisdição internacional, das normas que regem a diplomacia entre nações e da autodeterminação dos povos, prevalecendo ações pautadas por mísseis e tropas de elite. As reações, em grande parte em repúdio à operação estadunidense, vão ganhando as telas e páginas de internet, embora na prática não existam respostas eficientes para deter o Império. O mundo aos poucos deixa a inanição política, o que poderá revelar as grandes manifestações, as queimas de bandeiras estadunidenses o a recriminação retórica de umas poucas lideranças? Trump deu um passo além do que se poderia imaginar e não temos a menor ideia de onde a cadeia de acontecimentos políticos conduzirá o mundo. Seja como for, não há outra atitude deste blog senão condenar fortemente a violenta ação imperialista contra a Venezuela.
(atualizado, 04.01.2026)